A comunidade drusa de Israel –que representa cerca de 2% da população– pressionou o governo de Benjamin Netanyahu (Likud, direita) a intervir militarmente na Síria após ataques de grupos milicianos ligados ao presidente Ahmed al-Sharaa contra drusos sírios. Os ataques ocorreram na província de Sweida. Depois de uma série de ataques aéreos israelenses contra prédios do governo sírio –incluindo o Ministério da Defesa e o quartel-general do Exército.
O regime do presidente Ahmed al-Sharaa, ex-integrante da Al Qaeda, iniciou na noite de 4ª feira (16.jul.2025) a retirada de suas tropas da província de Sweida, no sul da Síria. A região, de maioria drusa, foi palco de 5 dias de confrontos intensos. A decisão foi tomada após pressão da comunidade drusa israelense, que exigia uma resposta militar de Tel Aviv à ofensiva síria contra seus correligionários.

A retirada fez parte de um acordo de cessar-fogo firmado entre o regime e figuras importantes da liderança drusa local. O pacto foi anunciado por Yusuf Jerboua, proeminente líder religioso druso na Síria. A trégua foi firmada pelos sírios com líderes drusos locais.
Pelo acordo, as forças do regime islâmico se retirarão das áreas de combate, mantendo apenas presença policial, que será liderada pela comunidade. A segurança interna passa a ser responsabilidade das próprias forças drusas da região.















