O agora ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) Gilberto Waller, demitido nesta 2ª feira (13.abr.2026), comandou o órgão no período em que a fila de requerimentos bateu consecutivos recordes. Waller assumiu o cargo em 30 de abril de 2025. A fila melhorou em maio e junho, mas subiu sucessivamente a partir de julho. O maior patamar registrado foi em fevereiro de 2026, quando havia 3,13 milhões de pedidos pendentes de análise. Em março, o último dado disponível, esse número havia caído 11%, para 2,79 milhões, mas ainda seguia num nível muito elevado na comparação histórica.




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus ministros prometeram por diversas vezes zerar a fila do INSS, que conta com pedidos de aposentadorias, pensões e benefícios por incapacidade, por maternidade e assistenciais. Desde que Lula assumiu o governo até março, a fila do INSS acumula 1,71 milhão de pedidos a mais, numa alta de 156,8% nos pedidos na comparação com dezembro de 2022. Gilberto Waller era pressionado há meses para apresentar uma solução rápida para o problema da fila de requerimentos. O órgão que comandava anunciou recentemente uma força-tarefa e intensificou a divulgação de boletins para explicar a complexidade dessas análises, mas a estratégia não funcionou e ele acabou sendo demitido.

A funcionária de carreira Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência no lugar de Waller. Segundo comunicado divulgado pelo governo, ela terá “a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos” do INSS. A fila de benefícios previdenciários nas alturas é ruim para o governo porque desgasta a imagem da administração pública, que fica como algoz de pessoas necessitadas. Por outro lado, ajuda a conter (mesmo que de forma momentânea) o avanço das despesas com essa área, que é a mais deficitária da União.















