Lula terminou a terça-feira (3) com mais uma vitória no Congresso. Poucos dias depois da promulgação da PEC da 6×1, o Senado aprovou, também em calendário especial, a PEC da Segurança Pública. Duas conquistas importantes para o governo em um intervalo curto, com um ingrediente em comum: a disposição de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Depois de um período de afastamento, Lula e Alcolumbre mostraram que, se seguirem juntos, a nova bancada do PL poderá encontrar dificuldades para fazer a oposição que promete no ano que vem.
O líder do partido, Rogério Marinho (PL-RN), lutou até onde conseguiu para incluir a discussão sobre a maioridade penal na PEC. Mesmo sabendo que a emenda não passaria, queria ao menos colocar a discussão em pauta para pescar eventuais deslizes do PT. Recentemente, a sigla mudou sua posição histórica após Lula declarar, durante a sabatina no segundo turno na TV Globo, ser a favor da diminuição da idade mínima.
Desde semana retrasada, Marinho queria inserir no texto da PEC uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos gerais e para 14 anos em casos de crimes hediondos. A iniciativa colocou o PT em alerta. Àquela altura, a poucos dias do segundo turno, a bancada não queria correr o risco de ver uma proposta tão rígida avançar, ainda mais com o tema ganhando espaço no debate público. Foi nesse contexto que Camilo Santana, líder do PT na Casa, apresentou uma segunda emenda, propondo a redução para 16 anos, também em casos de crimes hediondos.