Ao lançar a pré-candidatura à presidência nesta segunda-feira (30/3), em evento em São Paulo (SP), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), anunciou que vai anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como primeiro ato caso seja eleito. Ele disse que pretende conceder uma “anistia ampla, geral e irrestrita”, que alcançaria o ex-presidente e justificou: “Para pacificar o Brasil”, colocando-se como “fora da polarização”. “O Brasil não suporta mais viver uma situação que tem sido constante nos últimos anos. Posso afirmar que a polarização não é um traço da política nacional. Ela é sustentada por um projeto político por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é parte dela.



É o que pretendo fazer chegando à Presidência”, afirmou Caiado.“Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estaria dando uma mostra que, a partir dali, eu vou cuidar das pessoas. Aquilo que como médico e cirurgião foi minha formação e sempre soube fazer”, completou. Aos 76 anos, o governador vai disputar a Presidência pela segunda vez. A primeira foi em 1989, a primeira eleição direta após a redemocratização do país, também pelo PSD. Em 1989, Caiado ficou na 10ª colocação, com 488.893 votos (0,72%). Aquele pleito teve o recorde de 22 candidatos na disputa. Fernando Collor saiu vencedor, após bater Lula no segundo turno.

Enquanto isso a vereadora e ex-deputada estadual Janaína Paschoal (PP-SP) criticou duramente o senador Flávio Bolsonaro (PL) e colocou em dúvida a viabilidade de sua eventual candidatura na disputa pela presidência em 2026. Em publicação nas redes sociais, nesse domingo (29/3), ela afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não tem a menor condição de enfrentar ninguém nos debates”. A declaração ocorreu após uma entrevista concedida por Flávio, na qual ele tentou justificar o voto favorável ao projeto de lei que propôs a criminalização da misoginia no Brasil – ele afirma ser contrário à proposta. O texto foi aprovado no Senado na semana passada com apoio da bancada do PL, incluindo o senador.















