Ainda reverbera no cenário político uma fala do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, quando o parlamentar em tom de provocação, questionou sobre o modelo de inviolabilidade de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). “Nós temos ministros que acham normal, cotidiano, caronas em jatinho. Jatinho pago pelo crime organizado, notoriamente pelo crime organizado. Não é surpresa! Descobri hoje, que era crime organizado. Não, o cara sabe que é crime organizado.”



A fala do parlamentar foi no dia 9 de dezembro, durante reunião da CPI do Crime Organizado que contou com a presença do ministro da Justiça Ricardo Lewandowiski, que já presidiu a Suprema Corte. A manifestação também foi feita após surgir uma denúncia contra o ministro Dias Toffoli do STF que viajou em um jatinho do empresário e ex-senador Luiz Oswaldo Pastore. Na aeronave também estava o advogado de um dos diretores do Banco Master, Augusto Arruda Botelho.
Alessandro Vieira provoca STF ao dizer que todas as esferas política já teve prisões, mas nenhum magistrado de Cortes Superiores – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado.

Dias Toffoli foi assistir à final da Libertadores, entre Flamengo e Palmeiras, em 29 de novembro, um dia depois dele ser sorteado como relator do caso Banco Master, após a defesa do banco impetrar um recurso. O ministro decretou sigilo do processo. “Esse é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, governador preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministros dos tribunais superiores. E, me parece que esse momento se avizinha.”
















