O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado nesta 3ª feira (20.jan.2026) durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Rio Grande. O gaúcho reagiu pedindo respeito às diferenças políticas. Leite é um dos cotados para disputar a Presidência pela oposição. A manifestação ocorreu durante cerimônia no estaleiro Ecovix, no porto de Rio Grande, onde Lula assinou contratos do programa Mar Aberto. O evento marca investimentos de R$ 2,8 bilhões na indústria naval e offshore brasileira.

Quando foi anunciado ao palco, o governador foi vaiado e a plateia gritou “sem anistia”. Em seu discurso, Leite afirmou que o país foi dividido por uma eleição apertada e disse que hostilizar quem pensa diferente não contribui para a reconstrução nacional. “O presidente foi eleito com 50,8% dos votos. Quase metade da população votou em outro candidato. Se desejam união, não hostilizem quem pensa diferente”, declarou. O governador disse ainda que o ambiente era institucional e não um comício eleitoral. Segundo ele, a falta de respeito “incendeia ainda mais” a outra metade do país.

“Este é o amor que venceu o medo? Não, né. Então vamos respeitar, por favor. Eu estou aqui cumprindo o meu dever institucional, em respeito ao cargo que exerço, em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao Presidente da República. Todos nós aqui, eu e o Presidente, fomos eleitos pelo mesmo povo, eu respeito o cargo do Presidente da República e peço respeito, por favor”, disse. A cena se deu enquanto avançam as articulações eleitorais no Rio Grande do Sul para 2026. No estado, Lula segue sem palanque. O PT tem Edegar Preto como pré-candidato e o governador busca viabilizar a sucessão com seu vice, Gabriel Souza. Mas Leite também é citado como possível candidato à Presidência da República, a depender da reorganização do campo de centro e centro-direita.















