O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reunir nesta 5ª feira (31.jul.2025) só 6 dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no Palácio da Alvorada, em Brasília. A intenção era mostrar unidade e solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes. O magistrado foi enquadrado na Lei Magnitsky pelo governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano). Apesar de os 11 ministros da Corte terem sido convidados, só Moraes, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o presidente do STF, Roberto Barroso, compareceram. Não foram: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça.

O jantar organizado pelo presidente acabou servindo para explicitar um racha dentro do STF a respeito de como reagir sobre as sanções contra Moraes. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que é aposentado do Supremo, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que estuda entrar na Justiça norte-americana contra a aplicação da sanção, também estiveram presentes no encontro. O jantar estava marcado para às 19h. Alguns convidados começaram a chegar pontualmente. Lula, entretanto, só chegou cerca de 20 minutos depois. A conversa se estendeu até perto das 22h.
Os presidentes do Executivo e do Judiciário querem demonstrar mais uma vez que o Brasil não vai ceder à pressão política de Trump. O republicano deseja que o Brasil interrompa o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é acusado de ter tentado dar um golpe de Estado em 2022 para impedir a posse de Lula em 2023.
Segundo o advogado Michel Diaz, especialista em casos da Lei Magnitsky, o processo para reverter as sanções pode levar anos para ser finalizado. Ele disse ao Poder360 que o Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) não tem um prazo específico obrigatório para responder ao ministro caso seja acionado.