A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou nesta segunda-feira (14) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confessou suas intenções antidemocráticas quando disse em interrogatório no STF (Supremo Tribunal Federal), ter discutido possibilidades jurídicas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A fala de Jair Bolsonaro [em interrogatório] consiste em clara confissão de seu intento antidemocrático, uma vez que o inconformismo com medidas judiciais jamais poderia servir de fundamento para a cogitação de medidas autoritárias”, afirma o parecer da PGR.
De acordo com o documento, o ex-presidente deixou claro que “não se submeteria ao rito constitucional” ao acionar diretamente os Comandantes das Forças Armadas para apresentar as medidas de exceção. Em junho, durante interrogatório no STF, Bolsonaro admitiu ter discutido “possibilidades” para contestar as eleições de 2022, mas, segundo ele, tudo dentro da Constituição, descartando um plano de golpe de Estado.

De acordo com Bolsonaro, foram realizadas reuniões para discutir uma possível decretação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no país. O ex-presidente afirmou que as discussões foram movidas por preocupação com a paralisação de rodovias por caminhoneiros e as manifestações em frente ao Quartel-General do Exército, ambos os movimentos encabeçados por pessoas que não aceitavam a vitória de Lula.













