
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou o reconhecimento do Reino Unido de um Estado palestino em uma declaração neste domingo (21/9). Na sequência, Canadá, Austrália e Portugal se somaram à decisão. A expectativa é que outros países, incluindo a França, façam o mesmo nesta semana, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York. “Hoje, para reavivar a esperança de paz e de uma solução de dois Estados, declaro claramente — como primeiro-ministro deste grande país — que o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina”, afirmou Starmer em uma declaração em vídeo.



A decisão atraiu duras críticas do governo israelense, das famílias dos reféns mantidos em Gaza e de alguns conservadores. Em resposta, ainda no domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que um Estado palestino “não vai acontecer”. Afirmando ter “uma mensagem clara” para os líderes que declararam o reconhecimento, ele acrescentou: “Vocês estão dando uma recompensa enorme ao terrorismo”. Tanto o governo israelense, quanto o americano, afirmam que o reconhecimento é um presente diplomático para o Hamas após o ataque ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 251 foram feitas reféns.

O primeiro-ministro britânico insistiu que a decisão “não é uma recompensa para o Hamas”, pois significa que o Hamas não pode ter “futuro algum, nenhum papel no governo, nenhum papel na segurança. O nsso apelo por uma solução genuína de dois Estados é exatamente o oposto da visão odiosa [do Hamas]”, disse ele. A medida é uma “promessa ao povo palestino e israelense de que pode haver um futuro melhor”, continuou ele, acrescentando que “a fome e a devastação [em Gaza] são totalmente intoleráveis” e que “a morte e a destruição horrorizam a todos nós”.












