Está certo que a grande maioria das pessoas que tinham um dinheirinho no bolso preferiu ir para Itapetinga onde o Forró da Lagoa atraiu milhares de foliões e também aqueles que deram preferência a Ibicuí com seu Brega Light e Ticomia, mas isso por si só não explica a pasmaceira que foi o São João em Macarani.
Até bem pouco tempo, mesmo não sendo o São João a maior festa da cidade, os Prefeitos anteriores sempre tiveram a preocupação de colocar alguma atração mesmo que fosse com artistas locais no Largo São Pedro nos dias 23 e 24, com a praça a esta altura já estruturada para a grande festa dos dias 27,28 e 29 ou 30 quando acontecia de cair no final de semana. Isso servia para aqueles que não queriam ou não podiam deixar a cidade no São João, Além disso o cheiro de pólvora dos fogos de artifícios, das bombinhas e traques das crianças impregnava o ar misturando-se aos odores dos licores das vovós, dos biscoitos e assados que eram preparados para o pé da fogueira.

Falando em pé da fogueira, poucas foram as famílias que mantiveram a tradição da fogueira na porta de casa e a cidade parecia vazia de tudo com poucas pessoas circulando e procurando por onde passou São João. Sendo assim: só restou aos mais animados e resistentes procurarem outras freguesias e encontraram no Arraiá do Miroca na Rua Castelo Branco, no Arraiá do João Cheiroso no Nova Macarani ou no Barracão da Rainha na Avenida Analinda Souto no Inaracam uma alternativa a falta de uma festa pública organizada pela Prefeitura.
Mas nesses locais se ouviu muito pouco forró tradicional, estavam tocando músicas breganejas, quebradeiras e quase nada de forró. Nesse quesito a Quermesse da Igreja Católica foi imbatível! E por três dias fez a festa dos fiéis e foliões. E até o Padre Irineu caiu no forró, confira o vídeo!














