O deputado estadual Adolfo Menezes copinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) determinou, por meio de medida cautelar, que a prefeitura de Formosa do Rio Preto, no Extremo Oeste baiano, suspenda pagamentos a atrações contratados para a 40ª Vaquejada do município que ultrapassaram a média de valores pagos aos mesmos artistas nos festejos juninos do ano passado, com correção inflacionária. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (14) do Diário Oficial do TCM. Segundo o órgão, a medida atende a uma ação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou supostas irregularidades nas contratações para o evento, previsto para os dias 28 e 31 de maio. O MP-BA declarou que a gestão do prefeito Manoel Afonso de Araújo pretendia investir mais de R$ 4 milhões em atrações por meio de sete contratos firmados com empresas contratadas sem exigência de licitação.

Os valores previstos para os cachês, acrescenta o MP-BA, superam a média cobrada pelos mesmos artistas em apresentações realizadas durante os festejos juninos de 2025 no estado da Bahia. Em alguns casos, segundo o órgão, os aumentos ultrapassariam 60%, acima da inflação acumulada no período. A representação também aponta que os gastos previstos para a edição deste ano da vaquejada são 51% maiores do que os registrados na festa realizada no ano anterior. Os promotores de Justiça argumentam ainda que o volume de recursos destinados ao evento pode comprometer a prestação de serviços públicos essenciais à população e não garantir retorno financeiro aos cofres municipais.

















