Em sua primeira visita ao Rio Grande do Sul após ter sido escolhido pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado reforçou, nesta quinta-feira, que sua gestão vem para “despolarizar o Brasil”. “É outra candidatura. O Brasil não tem esse traço de polarização. Quem se alimenta dele, só faz atrasar o país. Venho com um único objetivo, que é romper essa bolha definitivamente e fazer o Brasil voltar a ser um país onde a política possa debater assuntos que dizem respeito à vida do cidadão”, disse o ex-governador de Goiás.



Ao disputar o eleitorado com nomes como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, Caiado destaca que sua gestão terá diferencial, já que, nas suas palavras, não faz parte desse mesmo segmento. “Meu segmento é do respeito à democracia, e eu sou um democrata na essência. Sou um homem que respeita a ciência, que respeita o voto, a opinião pública, e vou defender as minhas ideias com aquilo que acredito ser, hoje, o sentimento da maioria da população brasileira”. Para ele, um campo que pode ser considerado hoje “pulverizado” é a “beleza do primeiro turno”. “Não é porque temos semelhanças ou mesmo perfil ideológico que não podemos mostrar a diferença. Qual é a diferença? A competência”.

Em seu discurso, o pré-candidato pontuou que as prioridades da sua gestão envolvem o combate à corrupção e a criminalidade. Ainda, resgatar a credibilidade dos poderes e voltar a atenção a temas que interessam ao cidadão, como saúde, educação, segurança, inteligência artificial, pesquisa e tecnologia. Caiado fez críticas ao governo atual, argumentando que a população não quer mais polarização, mas sim, resultados. “Ninguém quer um Brasil com 14,75% de juros, não quer família brasileira 80% endividada”, diz. “O Brasil não tem hoje autossuficiência em combustível, em energia, com 20 anos de atraso governado pelo PT”, destaca.















