Durante o período de São João, entre os dias 19 e 25 de junho, às rodovias baianas têm como expectativa a circulação de 740 mil veículos nas áreas da BA-093 e BA-099, uma das principais rotas para os festejos juninas. Segundo levantamento da Bahia Norte, os dias com previsão de maior fluxo são a sexta-feira, 19, e o sábado, 20, que marcam o início do feriado prolongado. Também é esperado aumento no trânsito entre a quarta-feira, 24, e a quinta-feira, 25, data prevista de retorno às atividades.



SAÚDE – A tradição das fogueiras e dos fogos de artifício é a marca registrada do São João, mas a fumaça constante no ar pode transformar as festas em um desafio para a saúde respiratória. Mesmo quem não tem histórico de asma ou bronquite pode sofrer com o clima das celebrações juninas. O primeiro contato prolongado com a fumaça das fogueiras já é suficiente para desencadear reações no organismo. Segundo o Dr. Salge, “a exposição a uma carga grande de fumaça pode provocar sintomas irritativos das mucosas, como sensação de olho seco, ardência nasal e na garganta, tosse seca, chiado e até desconforto respiratório”. Ele explica que a gravidade varia de pessoa para pessoa: “A intensidade dos sintomas depende da quantidade e tempo de exposição e também da susceptibilidade individual. Pessoas com problemas respiratórios prévios tendem a sofrer mais. Importante frisar que estes efeitos são mais intensos no caso da queima de biomassa ocorrer em locais fechados, onde há menor dispersão dos poluentes”. Em casos de inalação em grande quantidade, o médico alerta que “pode sim haver sensação de tontura, dor de cabeça e náuseas”, indicando um quadro de intoxicação.

Fumaça de madeira x Fumaça de fogos coloridos – Existe diferença no ar que respiramos quando a fumaça vem da fogueira ou da pólvora dos fogos? O pneumologista detalha que “os efeitos principais da queima de biomassa sobre o sistema respiratório advêm de material particulado de carvão e gases voláteis, também oriundos da combustão”. Já em relação aos fogos, o risco se mistura com a química: “No caso da adição de agentes químicos (tintas, compostos aromáticos) no material, visando produzir fumaça colorida ou efeitos de fogos de artifício, pode ocorrer também a irritabilidade química decorrente da presença destes agentes, em tese com potencial de amplificar os sintomas, sobretudo em indivíduos susceptíveis”. A boa notícia, segundo ele, é que “este tipo de artefato habitualmente é utilizado em ambientes abertos, o que favorece a dispersão, sendo este um atenuante para os eventuais efeitos nocivos”.














