A convenção teve algumas indiretas. A ausência de prefeitos por “medo de retaliação” foi algo presente. A promessa não concretizada da ponte Salvador x Itaparica virou chacota. As aproximações após o último pleito, a exemplo de João Roma e do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), também foram lembradas. O esforço para mostrar união foi enfático em diversas falas, reforçando uma coesão que não esteve presente quatro anos atrás – Roma foi candidato ao governo e, no segundo turno, aderiu parcialmente ao projeto de ACM Neto, com quem tinha rompido no ano anterior. Tudo dentro do espírito de uma campanha eleitoral.



Para quem esperava um tom altamente beligerante, ACM Neto foi discreto. Atacou aquilo que ele considerou problemático, mas limitou a personificação. Tratou Jerônimo como continuidade das administrações anteriores e como um “modelo de gestão” que precisa mudar, mas adjetivou-o como covarde no enfrentamento aos problemas.
Em diversos momentos, o ex-prefeito soteropolitano usou o artifício do ufanismo, algo extremamente presente no antigo carlismo, de quem o ex-prefeito bebeu diretamente na fonte. Isso não quer dizer que ele tenha incorporado todos os elementos do movimento político liderado pelo avô.
















