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GERAL BAHIA

INFLUÊNCIA – Disputa de 2022 mantém legado sobre eleições e molda confrontos na Bahia

As eleições brasileiras funcionam como uma “cadeia de retroalimentação”, na qual o pleito estadual-federal influencia as disputas eleitorais municipais e vice-versa. As articulações políticas e os resultados costumam deixar um “patrimônio” para os futuros embates eletivos, o que pode interferir de maneira decisiva no resultado das próximas eleições — ou não. Afinal, na política tudo pode acontecer, inclusive nada. No cenário baiano, apesar da revanche entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT), a herança de 2022 traz novos contextos para a disputa, com a nítida avaliação de “correção de erros” da campanha anterior. Ampliando para o plano nacional, também há um déjà-vu com algumas diferenças cruciais: o presidente Lula (PT) está novamente na disputa, mas, desta vez, enfrenta o filho de seu ex-adversário, o senador Flávio Bolsonaro.

 

Pensando nisso, o portal A TARDE realizou uma análise do patrimônio político de 2022 e sua possível interferência nas eleições deste ano. A reportagem se aprofundou sobre os favoritos ao Palácio de Ondina, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), além de traçar o panorama no cenário nacional. Em 2022, ACM Neto chegou com grande força após deixar a Prefeitura de Salvador com alta aprovação e eleger seu sucessor e então vice-prefeito, Bruno Reis (União Brasil), com 64,20% dos votos válidos em 2020. Nas pesquisas, inclusive, Neto liderou as intenções de voto durante a maior parte do ano, sendo ultrapassado apenas em setembro, conforme as sondagens realizadas pela AtlasIntel — a única que acertou o resultado na época.

De acordo com o livro “A eleição que não terminou: A disputa histórica pelo governo da Bahia em 2022”, escrito pelos jornalistas Victor Pinto, Rodrigo Daniel e Victor Hugo Soares, que faz uma análise política do pleito, Neto representou a primeira ameaça real à era PT na Bahia, mas esbarrou em fatores como a nacionalização da eleição. Isso demonstrou a força de Lula no estado diante do “tanto faz” apresentado pelo ex-prefeito em relação aos presidenciáveis da época. “A eleição de 2022 foi, de longe, a que parecia encerrar a era do PT na Bahia. Ninguém sabe ao certo inferir o que levou a eleição a seguir um rumo que não o mais óbvio. Se o ‘tanto faz’ de ACM Neto, que, numa sinuca de bico, tentou mostrar que ao eleitor que o pleito não seria nacionalizado e polarizado entre lulistas e bolsonarista ou a força de Lula que empurrou o desconhecido Jerônimo Rodrigues para os braços do povo”, diz trecho do livro.

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