Impedido por recomendação médica de estar presencialmente na cidade russa de Kazan, para participar, de terça a quinta-feira, de mais uma reunião de Cúpula do Brics, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer um discurso virtual, na quarta-feira, em que recorrerá ao pragmatismo, mas esta fala não está confirmada.

No discurso, Lula deve estacar dois pontos prioritários em sua política externa: a reforma da governança global, com destaque para o Conselho de Segurança da ONU; e a busca de formas de os países do bloco dependerem menos do dólar nas transações comerciais e de organismos multilaterais de crédito, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
Até o ano passado formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, agora Brics aumentou para dez países. Por iniciativa da China, o bloco conta agora com Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Há, ainda, pelo menos 30 outras nações interessadas em entrar para o clube, como Venezuela e Nicarágua, e outras que tentam preparar o terreno para uma futura candidatura, como o Afeganistão, que tem o Talibã à frente do governo.

Diante disso, Lula buscará temas relacionados à origem econômica do Brics, para mostrar que não compactua com a tese de que o grupo está crescendo como oposição ao Ocidente. O chanceler Mauro Vieira chefiará a delegação brasileira durante o evento. Com a ausência de Lula, várias reuniões bilaterais foram canceladas, como por exemplo com os presidentes da Rússia (Vladimir Putin), da China (Xi Jinping) e do Irã (Masoud Pezeshkian).

















