Os preços do petróleo subiram neste domingo (29), depois que Teerã alertou contra uma possível invasão terrestre dos EUA. O presidente do parlamento iraniano afirmou neste domingo que as forças do país estão “aguardando” tropas americanas. O alerta veio depois de Trump ter dito na sexta-feira que “as negociações estão em andamento” e ter estendido o prazo para seu ultimato que exige que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. O grupo rebelde houthi do Iêmen, apoiado pelo Irã, que lançou ataques contra Israel no sábado, representa mais uma ameaça aos embarques de petróleo na região. Os rebeldes podem fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto de estrangulamento que liga o Mar Vermelho às rotas marítimas globais.



Os ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia também estão trabalhando para pôr fim à guerra. A reunião das autoridades no domingo foi “muito produtiva”, segundo o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, que acrescentou que o Paquistão facilitará as negociações entre os EUA e o Irã nos “próximos dias”. A guerra causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história devido ao fechamento do estreito, por onde passa 20% do petróleo mundial. Os ataques a instalações de petróleo e gás também provocaram o aumento dos preços da gasolina. Os americanos estão sentindo os efeitos da guerra nos postos de gasolina: um galão de gasolina nos EUA custa, em média, US$ 3,98 aos domingos.

Os países menores serão os mais afetados — incluindo os países da Ásia —, mas a alta dos preços do petróleo terá um efeito cascata na economia global, disse Bob McNally, presidente da Rapidan Energy, à CNN no domingo. No pior cenário, a disparada dos preços do petróleo poderia ser interrompida por uma recessão, acrescentou. “Quando se prejudica o crescimento econômico, essa é uma forma brutal, porém eficaz, de acabar com a demanda por petróleo, o que, por sua vez, limita o preço”, disse ele.















