A 12 dias do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a principal dúvida que mobiliza eleitores e campanhas é se a disputa pelo Palácio do Planalto será decidida já na votação de 4 de outubro. Para que isso aconteça, um dos candidatos precisa alcançar mais da metade dos votos válidos. A 12 dias do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a principal dúvida que mobiliza eleitores e campanhas é se a disputa pelo Palácio do Planalto será decidida já na votação de 4 de outubro. Para que isso aconteça, um dos candidatos precisa alcançar mais da metade dos votos válidos.



Segundo analistas, o cenário permanece em aberto. “A mobilização dos eleitores indecisos e a eventual migração de votos úteis nos próximos dias serão o fiel da balança”, aponta a cientista política Maria Almeida, da FGV. Para João Costa, da consultoria Prospectiva,“ o desempenho no último debate pode consolidar a vitória em primeiro turno ou garantir a ida de Bolsonaro para a disputa final”. Em entrevista para a revista Veja, o diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, afirmou que ainda é “muito improvável” que a eleição presidencial seja decidida já no primeiro turno.

“O Lula vinha caindo. Ele ainda está, digamos, num patamar muito longe de ter essa vitória ou chegar próximo do primeiro turno”, analisou Russo. Ainda segundo o diretor de Inteligência da Quaest, para Flávio Bolsonaro vencer no primeiro turno, ele precisaria retirar uma parcela significativa de votos dos outros candidatos da direita. O desempenho dos candidatos nos debates finais e a capacidade de mobilização de suas bases na reta final da campanha também são vistos como cruciais.

A chamada “última onda” de decisão do eleitorado costuma ocorrer nas 48 horas que antecedem a abertura das urnas, momento em que muitos eleitores solidificam sua escolha, podendo consolidar uma vitória em primeiro turno ou garantir a realização de um segundo turno.
















