Sugestão do governo do estado há mais de um mês, e agora determinação do Ministério da Educação para os municípios, a verba destinada a aquisição da merenda escolar para a rede pública de ensino deverá ser obrigatoriamente utilizada na aquisição de mini cestas básicas que devem ser entregues aos estudantes que estão confinados em suas casas sem poder ir a escola por conta do risco de contaminação do coronavírus.
Em muitas cidades, essa medida já havia sido adotada pelos prefeitos antes mesmo do Decreto do Ministério da Educação, mas como não era obrigatória ficava apenas no campo da sugestão e da boa vontade e atitude dos Prefeitos. Aqui em Macarani, o Prefeito Miller Ferraz, mais uma vez utilizando das redes sociais, anunciou que as cestas chegaram desde o último dia 09 de abril, hoje é 17 e até agora essas cestas não foram entregues, quem tem fome tem pressa PreFeito!
Mas... e sempre tem um mas: o próprio Prefeito diz no seu post que apenas as famílias das crianças mais carentes receberão essas mini cestas. Ora! O direito é de todos, e nesse momento em que o desemprego bate a porta, em que o Prefeito dispensou os servidores contratados, em que a Renata Mello está com seus funcionários de aviso prévio alguém acha que existe alguma família nesta cidade que esteja vivendo abastadamente e que não precisa dessa mínima ajuda que é financiada para todos (todos mesmo) estudantes da rede pública?
Ademais, a verba vem individual para cada estudante já que o valor entregue a cada município é proporcional ao número de estudantes matriculados. Na verdade o valor é de trinta centavos por dia letivo (dia de aula normal), para cada aluno matriculado. Não é muito é verdade, mas irá ajudar a todos e tem direito sem distinção porque estando matriculado não importa se tem mais ou menos condições, os direitos são iguais. Espera-se bom senso do Prefeito e também interferência do Conselho Municipal da Educação, fiscalização do CACS/FUNDEB e principalmente do Conselho Municipal da Alimentação Escolar cujo Presidente é o Pastor Josué, para que esses critérios sejam revistos e todos recebam o que lhe é devido.
Uma mãe de um aluno, de fato muito preocupada com o que ouviu da funcionária de uma escola enviou um áudio a produção do RGBAHIA, externando sua preocupação. Confiram no play abaixo.
Um outro questionamento vem do Professor Marcelo Nascimento, Coordenador da ONG Eu Luto Pela Paz, entidade mantenedora do projeto Guarda Mirim de Macarani, que fez a seguinte postagem com questionamentos em seu Facebook.