Embora representem 53% do eleitorado baiano, correspondendo a 5,9 milhões aptas a votar nas eleições de outubro, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-BA), as mulheres ainda são minoria nos espaços de decisão. Como em 2022, não haverá candidatura feminina ao Governo da Bahia neste ano. A última vez que uma mulher disputou o executivo estadual foi em 2018 e a primeira vez que uma candidata concorreu ao cargo foi em 1986, sem vitória.
Conquista histórica que representou um marco na construção da democracia brasileira, o voto feminino no país é resultado de mobilização social, embate de ideias e perseverança de grupos que enfrentaram barreiras culturais e institucionais. “A participação das mulheres no processo eleitoral, não só como parte do eleitorado como também ocupando os espaços de decisão e representatividade, é fundamental para o fortalecimento do sistema democrático”, pontua a secretária de Planejamento, Estratégia, Inovação e Eleições do TRE-BA, Luciana Bichara.

A servidora pública e publicitária Helenira Meira, especialista em Educação, Gêneros e Direitos Humanos pela Universidade Federal da Bahia, afirma que a sub-representação feminina na política é resultado de “uma estrutura patriarcal que ainda orienta a sociedade e segue reproduzindo desigualdades, mantendo os espaços de poder ocupados majoritariamente por homens, enquanto as mulheres precisam travar uma luta constante para acessar esses e permanecer neles”. Discorre.


















