Antes de ter sido eleito senador por Sergipe em 2018, Alessandro Vieira (MDB) atuou como delegado de polícia por 17 anos. No estado para onde se mudou quando tinha apenas oito anos, o gaúcho de Passo Fundo atuou em grandes investigações relacionadas ao combate à corrupção – que incluíam nomes gabaritados da política sergipana. Assumiu o cargo de delegado geral do estado em 2016, mas um ano depois foi exonerado e transferido para uma pequena delegacia no interior – segundo ele, por pressões políticas. Por causa disso, decidiu ele mesmo entrar para a política.
Desde então, o senador tem sido um protagonista em grandes temas que chegam à Casa. Foi relator do auxílio-emergencial, uma das principais vozes na CPI da Pandemia contra os desmandos do governo Bolsonaro, e, agora, vai relatar a CPI do Crime organizado. O Banco Master reproduz o que grandes empreiteiras fizeram no passado: o papel de distribuidor de recursos para os poderes da República. Não há como ignorar a caracterização de crime organizado. Vieira disse ao Brazil Journal que além disso, critica a atuação do STF no caso e os conflitos de interesses envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli – e defende o impeachment de ambos. “É um processo difícil e traumático, mas o Brasil já fez impeachment de presidente da República. Não é inconcebível avançar para o afastamento de ministros da Suprema Corte,” disse.

A respeito das críticas de que o impeachment de ministros do STF poderiam dar força aos golpistas do 8 de janeiro, Vieira diz que isso “não contamina julgamentos de causas sem relação com o banco.” Ele também é contra a anistia, apesar de ver espaço para redução das penas. Vieira se considera um político de centro. Defende bandeiras sociais como a criminalização da LGBTfobia e a proteção a minorias, assim como a defesa intransigente do recurso público através do combate à corrupção e da gestão profissional.















