O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (6) para julgamento em plenário o caso que envolve mensagens trocadas entre o colega Alexandre de Moraes e o então banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo no dia de sua prisão, em 17 de novembro de 2025. A escolha da data para pautar o tema cabe agora ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Na quinta (3), Fachin deu cinco dias úteis para que Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem informações por escrito sobre as mensagens encontradas no celular de Vorcaro.



A PGR defendeu a extinção do caso por irregularidades no relatório da PF, já que Mendonça solicitou à corporação que fizesse um dossiê só para as mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes sem antes cumprir o rito de pedir autorização do plenário e comunicar à PGR. O que o relatório mostrou é que um número atribuído a Moraes conversava frequentemente com o então banqueiro, que pediu conselhos sobre as investigações que levariam à Operação Compliance Zero. Moraes também teria editado um contrato milionário de prestação de serviços jurídicos por parte de sua esposa, Viviane Barci, que teria recebido ainda cotas de aeronaves como meio de pagamento oculto. Ela nega.

Em uma das mensagens, Vorcaro pergunta se Andrei e Paulo – que a PF entende serem Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação, e Paulo Gonet – não poderiam ser usados para barrar o avanço das investigações. Gonet também aparece em diálogos com Vorcaro por intermédio do advogado Ciro Rocha Soares. Moraes revidou ao pedir abertura de investigação contra Mendonça por usurpação da prerrogativa investigativa da PF e possíveis crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa. O ministro chegou a incluir o colega no chamado inquérito das fake news, relatado por ele mesmo e que investiga ataques contra magistrados da Corte desde 2019, mas Fachin interveio e atribuiu a questão ao gabinete da presidência. O presidente da Corte também deu cinco dias para as partes se manifestarem sobre esse pedido contra Mendonça
















