Lá vem o pato Pata aqui, pata acolá Lá vem o pato Para ver o que é que há
O pato pateta Pintou o caneco Surrou a galinha Bateu no marreco. Pulou do poleiro No pé do cavalo Levou um coice Criou um galo Comeu um pedaço De genipapo Ficou engasgado Com dor no papo Caiu no poço Quebrou a tigela Tantas fez o moço Que foi pra panela.
Esta poesia lúdica de Vinícius de Moraes dá bem a idéia de como está hoje a situação do mandatário do MDB em Macarani, o ex-prefeito Antonio Carlos Macedo de Araujo (Carlinhos), que está, como ele mesmo diz, saindo fora da política, destruindo todo um legado que ele mesmo começou a construir quando caiu de para quedas na eleição de 2008 em substituição ao candidato do PT, o saudoso Paulo Lacerda, que naquela oportunidade teve sua candidatura impugnada a poucos dias do pleito eleitoral.
Um legado sólido, que o fez ser reeleito, e depois de cassado pela Justiça eleitoral conseguiu articular seu grupo e dar a eleição ao atual Prefeito Miller Ferraz. E esse legado construído por Carlinhos, agora está desmoronando. A última coluna veio abaixo com a desistência do seu fiel escudeiro, Marlon Sousa, que mesmo sendo leal a Carlinhos, mantendo a fidelidade partidária a todo custo, não resistiu e desistiu nesta sexta-feira de ser candidato a Prefeito pelo MDB voltando a ser candidato a reeleição como Vereador.
Mas… Onde foi que tudo isso se perdeu? Onde o Cacique Carlinhos perdeu o rumo e o prumo? Bem, tudo começou pela escolha equivocada do nome do então vice-prefeito Miller Ferraz em 2016 para disputar a Prefeitura de Macarani, achando que ser médico, bonachão e popular possam ser credenciais para bom administrador.
Miller está fazendo a administração mais desastrosa da História de Macarani, e recentemente o próprio RGBAHIA o avisou de que ele estava sendo fritado na panela da política. Resultado? O atual Prefeito sequer pôde ser candidato a reeleição, e, ainda teve que ouvir do Cacique em entrevista na Rádio Aliança, dizer que ele errou demais e que nunca quis ouvir o chefe e seus conselhos.Mas, desde o início do ano que Carlinhos em várias entrevistas na Rádio mudava o discurso atirando para todo lado, buscando um nome para ser seu candidato. E tantas fez o moço, que, após anunciar nomes e mais nomes, deu quase como favas contadas que iria indicar o candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-prefeito Nogueirados Progressistas. Mas na hora de fechar o negócio, a coisa não foi prá frente, a essa altura Miller de Calundu já não queria mais nada com a Voz do Brasil e como buchas de canhão entraram os jovens Marlon Sousa e Glauber Costa.
Estava tudo certinho então? Só que não. Na última entrevista do ex-prefeito Carlinhos, ele desarrumou todas as peças do seu tabuleiro, detonou Miller Ferraz e praticamente deixou Glauber e Marlon sem base ao dizer que estava buscando ainda uma composição com Nogueira.
Alguém acha que depois de tantas patacoadas, Carlinhos ainda terá algum legado político para manter em Macarani? Seu legado administrativo ficará para sempre nas suas obras, mas será isso.
Como diz a poesia: “Caiu no poço Quebrou a tigela Tantas fez o moço Que foi pra panela.”
Tantas fez Carlinhos, que após colocar todos seus comandados numa frigideira só, está levando seu legado político e os fiéis que ficarem ao seu lado para temperar o grupo de Nogueira.
Se não fosse a poesia do Pato, o resumo dessa História poderia ficar como um episódio do Romance, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de autoria do Escritor Lima Barreto.