A mudança gera um sentimento nobre: esperança. O que é a esperança senão o ato de esperar que o novo venha e com ele um tempo de renovação? Pois bem, assim fiz eu e a maioria da população macaraniense. Não só esperamos como acreditamos que o novo traria o novo. O novo chegaria com oportunidades e possibilidades de vivermos de fato um tempo de mutações. Da aurora de visitas recheadas de promessas vivenciamos um novo tempo intumescido de oportunistas, de traidores e de inimigos daqueles que outrora abriram suas humildes residências e suas mentes para escolherem a ESPERANÇA.
Assim como Judas beijou Cristo, outros traidores ludibriaram o povo. Sim, o novo fica velho se não se renovar. Mas não tivemos o novo, os passos retrógrados cavam galerias subterrâneas que nos soterram. Somos a terra sem fronteiras, já dizia um amigo que isso tem uma conotação positiva, no entanto, essa definição perfeitamente se associa a uma terra sem limites, sem possibilidades e, por vezes, sem esperança.
Estamos morrendo de frio no iceberg do arrependimento, lá se vão três anos, lá se vão tantos dias como se estivéssemos frente ao nada, ao descaso, ao sarcasmo. Estamos no fundo do poço, só que dele saciaremos nossa sede, ganharemos e reuniremos forças para voltarmos a ter esperança.
É salutar trazer à baila que o povo, embora extremamente pacato, está mais vivo do que pensam e mais decidido do que possam imaginar. 2020 vem aí trazendo um novo tempo de repensarmos os velhos e de acendermos em nós o espectro da transformação e da luta por uma Macarani digna.
Artigo da Professora Lucineide Sousa: Educadora, professora concursada do município de Macarani.












