A poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, elevaram o tom dos ataques nesta quarta-feira (16). Em lados opostos do debate, os dois exploraram a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), as investigações sobre o Banco Master e propostas para a segurança pública. Lula chamou Flávio de “nervosinho” e afirmou que “falcatruas” envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro, o ex-controlador da instituição financeira, ainda seriam reveladas. O presidente também questionou os cerca de R$ 130 milhões negociados para o financiamento do filme Dark Horse, produção que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio e Lula polarizam eleições em 2026.



Em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, nesta quarta-feira (16), Lula criticou Flávio Bolsonaro ao comentar a investigação envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Documentos da investigação apontam que Flávio negociou com Vorcaro um financiamento de cerca de R$ 130 milhões para a produção. Segundo relatório da Polícia Federal, aproximadamente R$ 60 milhões foram efetivamente pagos para financiar o projeto. O STF foi um dos principais temas do discurso. Flávio atacou Alexandre de Moraes e Flávio Dino e disse que se eleito será o fim da linha para os magistrados Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Flávio também acusou ministros do Supremo de protegerem Moraes e associou uma eventual vitória de Lula à permanência dos atuais integrantes da Corte. As críticas de Flávio Bolsonaro aos magistrados ocorreram um dia depois de uma sessão do Supremo relacionada a informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro. O plenário discutia questões processuais envolvendo petições relacionadas aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O colegiado, porém, não concluiu um julgamento sobre o mérito das suspeitas envolvendo Moraes. Atualmente, o Supremo é composto por 11 ministros, mas atualmente conta com apenas dez magistrados, após a indicação de Jorge Messias não ter sido aprovada pelo Senado. As indicações são feitas pelo presidente da República e precisam ser aprovadas pela Casa Alta.

















