O Bradesco fechou 324 agências e reduziu 2,4 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2026. As mudanças ocorreram enquanto o banco registrou lucro líquido de R$ 13,861 bilhões no mesmo período. Os números foram levantados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que criticou a redução da estrutura física e do quadro de funcionários da instituição. A entidade sindical criticou o fechamento dos pontos de atendimento e os desligamentos, argumentando que a rentabilidade e o alto lucro do banco justificaria a manutenção dos empregos e o atendimento presencial à população.


Sobre as mudanças, o Bradesco afirmou que a redução de agências e postos de trabalho acompanha a transformação na forma como os clientes utilizam os serviços bancários. Segundo o banco, cerca de 98% das transações realizadas atualmente ocorrem por canais digitais, principalmente pelo aplicativo e pelo internet banking. O Bradesco também reiterou que o fechamento das unidades físicas não deixa os correntistas desassistidos.

A instituição vem reduzindo a presença física à medida que amplia os serviços oferecidos pelos canais digitais. O movimento também acompanha uma mudança mais ampla no setor bancário, com clientes utilizando cada vez menos as agências para operações do dia a dia. O Bradesco detalhou que a revisão da rede de atendimento leva em consideração fatores como:
-
Perfil de uso: análise do fluxo de clientes que optam por atendimento presencial versus digital em cada região;
-
Demanda local: mapeamento da necessidade de manutenção de pontos físicos em áreas de menor densidade digital;
-
Eficiência operacional: integração de agências sobrepostas ou de baixo movimento a unidades maiores. Mesmo com a redução da estrutura, o Bradesco encerrou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 13,8 bilhões.
-
















