Durou menos de uma hora a sessão que marcou o retorno dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) após o recesso parlamentar do meio do ano, realizada nesta terça-feira, 4. Apesar do plenário esvaziado, os deputados aprovaram o Projeto de Lei Complementar n° 161/2026, que altera a lei orgânica do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) e cria um fundo para financiar a modernização do órgão e estabelece novas regras para a vacância de cargos da Mesa Diretora. A aprovação só foi possível graças a um acordo prévio entre as bancadas, medida que deve dar o tom das próximas sessões até o dia das eleições em outubro. Com os deputados em plena campanha, a Casa deve reduzir a produtividade vista no primeiro semestre, quando mais de 800 matérias foram formalizadas.



A presidente da Alba, Ivana Bastos (PSD), informou que as sessões de votação serão feitas de forma presencial, mesmo durante a campanha eleitoral. “Nós tivemos uma reunião hoje e decidimos que vamos votar presencialmente. Nós não temos nenhum projeto em pauta e fizemos uma reunião de líderes também para não ter nenhum prejuízo no andamento dos trabalhos”, garantiu Ivana.

O líder do governo Rosemberg Pinto (PT) disse que nenhuma proposta de relevância deve ser enviada pelo Executivo nos próximos 60 dias. Além disso, o parlamentar também informou que será realizada uma “força-tarefa” às terças-feiras apesar da dificuldade de quórum. “Cada um está fazendo suas atividades políticas em todos os locais e, na hora que você prende um parlamentar aqui, você desequilibra a disputa eleitoral, porque tem outro que não é parlamentar rodando. Então, nós estamos entendendo isso, mas acho que não vamos perder força para votar projetos na casa não”, afirmou o petista. Já Tiago Correia (PSDB), líder da minoria, também minimizou a provável redução de sessões neste semestre, mas garantiu que os deputados darão quórum caso haja alguma necessidade urgente.
















