A “sopa de letrinhas” composta pelas coligações partidárias segue desempenhando um papel fundamental no processo eleitoral brasileiro e ganhou novos contornos após a legislação aplicada a partir de 2022. Nos últimos quatro anos, siglas se fundiram — criando e extinguindo partidos —, federações foram consolidadas e posicionamentos políticos foram recalculados, influenciando diretamente o arco de alianças dos candidatos para as eleições deste ano. Uma sigla a mais na coligação não garante vitória por si só, mas funciona como um claro indicativo da musculatura política do respectivo postulante. Prova disso é que, na Bahia, os dois principais nomes na disputa pelo Governo do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), em busca da reeleição, e ACM Neto (União Brasil), reúnem a esmagadora maioria das legendas estruturadas em suas bases aliadas.



O atual governador conseguiu manter e até ampliar sua sustentação política desde a última eleição. O PDT, por exemplo, deixou o grupo de ACM Neto para integrar a aliança com Jerônimo neste ano. Em contrapartida, o ex-prefeito de Salvador fortaleceu os laços com o Progressistas — que hoje forma uma federação com o seu partido — e se alinhou politicamente ao PL no cenário estadual. Para organizar essa engenharia partidária, a reportagem do portal A TARDE realizou uma análise detalhada do arco de alianças dos principais candidatos ao Palácio de Ondina e montou um apanhado das composições governistas e oposicionistas. Confira:
Assim, a gestão petista saiu de sete siglas aliadas nas eleições realizadas há quatro anos para nove legendas na disputa de 2026.
Federação Brasil da Esperança (PT – PCdoB – PV)
MDB
Avante
PSD
PSB
PDT
DC
O cenário de 2022 era composto por:
Federação Brasil da Esperança (PT – PCdoB – PV)
MDB
Avante
PSD
PSB
Novidade no arco de Jerônimo, o PDT ingressou na base aliada após uma relação conturbada com o grupo de ACM Neto. Segundo o presidente estadual da sigla, o deputado federal Félix Mendonça Júnior, a mudança foi motivada por solicitações dos próprios prefeitos filiados.
Quebra de hegemonia – Formando uma coalizão da direita baiana, ACM Neto vem para 2026 na tentativa de encerrar o ciclo de 20 anos do PT no comando do governo da Bahia. Para este ano, o ex-prefeito de Salvador tem apostado em um discurso de união das forças de oposição e ampliação da participação do interior para desbancar a reeleição de Jerônimo Rodrigues. Apesar das perdas de PDT e DC, com a desistência da candidatura do Partido Novo e a aliança com o PL, Neto conseguiu novas alianças para sua coligação e, até o momento, unir as legendas de oposição na Bahia. Desde 2022, ele também fortaleceu os laços com o Republicanos e Progressistas, este que formou uma federação com o União Brasil em agosto de 2025.
Confira como está o cenário atualmente:
Federação União Progressista (União Brasil – Progressistas)
Federação Renovação Solidária (PRD – Solidariedade)
Federação PSDB Cidadania (PSDB – Cidadania)
PL
Podemos
Republicanos
PRTB
Novo
Mobiliza
O cenário de 2022 era composto por:
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União Brasil
-
Federação PSDB Cidadania (PSDB/Cidadania)
-
Republicanos
-
PP
-
Solidariedade
-
Podemos
-
PMN – Extinto e se tornou o Mobiliza
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PTB – Extinto e se tornou o PRD
-
PSC – Extinto e se incorporou ao Podemos
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DC – Migrou para a base de Jerônimo
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PDT – Migrou para a base de Jerônimo

















