O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) anunciou para a próxima segunda-feira, às 14 horas, o “Julho das Pretas 2026”. Inspirado em Conceição Evaristo, o tema do encontro é “Nossa fala estilhaça a máscara do silêncio” – Mulheres Negras e Justiça Sociorracial”. O “Julho das Pretas” é uma das escassas iniciativas propostas pelo Judiciário para debater temas de relevância em contato direto com a comunidade. Em um país onde as assimetrias históricas ainda moldam o topo das instituições, a centralidade desse debate no seio da magistratura baiana é não apenas pedagógica, mas urgente. O tribunal, ao abrir suas portas para essa pauta, reconhece que a neutralidade jurídica não pode se converter em omissão diante das vulnerabilidades que afetam as mulheres negras.


O encontro busca fomentar reflexões sobre equidade, acesso à justiça e enfrentamento ao racismo estrutural, condições necessárias para a cidadania engajar-se pelo bem comum. A proposta é fortalecer práticas constitucionais comprometidas com a promoção dos direitos humanos e com a construção de uma justiça inclusiva e antirracista. Mais do que um rito burocrático, o evento tensiona o papel do próprio Direito na reparação dessas fraturas sociais.A iniciativa é da Coordenadoria da Mulher, por meio da Comissão Permanente de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos (CIDIS).

Estão convidadas magistradas, magistrados, servidoras, especialistas e representantes de instituições públicas e sociedade civil. Contando com a parceria do Fórum Permanente de Combate à Violência Doméstica da Unicorp, o “Julho das Pretas” será no auditório Olny Silva.
















