Agora, a PEC será encaminhada para a análise de uma comissão especial da Câmara. Líderes partidários dizem que há um acordo para a proposta ser relatada na nova comissão pelo deputado Mendonça Filho (PL-PE) e o colegiado deve ser presidido pelo deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA). O texto vai ser analisado em conjunto com outras duas PECs: uma delas defende a redução da maoridade penal para crimes hediondos ou de crueldade extrema; a outra é mais ampla ao propor a redução geral a partir dos 16 anos e a punição a partir dos 12 anos em casos de crime contra a vida. A proposta ainda precisa passar por votações no plenário da Câmara e pelo Senado para começar a valer. Como muda a Constituição, ela não depende de aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pode ser promulgada diretamente pelo Congresso.

Essa não é a primeira vez que a Câmara tenta reduzir a maioridade penal no país. Deputados já haviam avançado com uma PEC semelhante durante a gestão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, em 2015, mas a proposta foi engavetada pelo Senado e nunca chegou a sair do papel. Interlocutores do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no entanto, avaliam que o momento atual é outro e que há maior apelo popular para medidas consideradas mais duras na área de segurança, o que pode viabilizar o avanço da proposta.