
Desde que reto rnou ao Palácio do Planalto, Lula tentou de diversas formas se aproximar dos evangélicos, o segmento do eleitorado que mais exerce resistência à sua figura. Nos três primeiros anos de mandato, o presidente participou de cultos, enviou emissários para conversar com pastores das maiores denominações do país, fechou convênios com igrejas independentes para distribuir benefícios sociais, mandou o PT fazer uma cartilha para ensinar a militância a se comunicar com fiéis e até indicou o advogado-geral da União, criado nas fileiras da Igreja Batista —, para o Supremo Tribunal Federal. Os esforços foram em vão.


Depois de derrotar Jair Bolsonaro, Lula se apresenta hoje, para essa fatia da população que corresponde a 27% do total, segundo o IBGE, em situação pior do que há quatro anos. O petista tem apenas 21% das preferências dos evangélicos, segundo pesquisa Datafolha, 13 pontos a menos do que em 2022. Já seu maior oponente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reúne 48% do apoio do grupo e teria chances de vitória no primeiro turno se o pleito dependesse apenas desses eleitores. O polarizado cenário tem feito os estrategistas de campanha de Lula apostarem na melhora dos indicadores econômicos para abrir uma brecha no muro que separa vertentes ideológicas tão apartadas.

Equanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 70 anos, teve uma piora no quadro de saúde com “nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue“. Os médicos informaram que “houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos” neste domingo (15.mar.2026). Ele está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital DF Star, em Brasília (DF), desde a última 6ª feira (13.mar.2026). Bolsonaro havia deixado a prisão da Papudinha no mesmo dia e foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral.















