A saída do senador Angelo Coronel do PSD, com sua consequente ida para o bloco de oposição, resolve o impasse dos dois principais blocos políticos da Bahia. Com a mudança, já especulada nas últimas semanas, as chapas majoritárias ganham formas, com nomes já confirmados e necessidade de poucos arranjos. Coronel foi eleito em 2018 pelo PSD, junto com Jaques Wagner (PT), que também tentará a reeleição este ano. Agora pelo lado oposto, o senador terá como desafio enfrentar a chamada ‘chapa puro sangue’. O parlamentar será o primeiro no cargo desde 2010 a tentar a renovação do mandato.



A ida de Angelo Coronel para a oposição dá o desenho de como será a chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), novamente candidato ao governo da Bahia. Com duas cadeiras em jogo no Senado, Coronel será candidato ao lado de João Roma, ex-ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro (PL) e presidente do PL na Bahia. O senador deve concorrer à reeleição pelo União Brasil, embora também mantenha conversas com outras legendas do arco, como o PSDB. O Republicanos, que antes almejava uma das vagas para o Senado, agora terá a preferência na indicação do vice de ACM Neto, assim como em 2022. Caso as especulações se concretizem, a escolha será mais política do que a do último pleito, tendo a deputada federal Rogéria Santos, conhecida por sua atuação na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), como companheira de chapa.
O senador Angelo Coronel, que anunciou no sábado, 31, o seu desembarque do PSD e, consequentemente, do grupo governista, já trabalha com um prazo para a escolha do seu novo partido, pelo qual disputará a reeleição, já pela oposição, nas eleições de outubro. Questionado pelo Portal A TARDE, o parlamentar afirmou que deve tratar do assunto apenas depois do Carnaval. “Ainda não definimos partido. Só após carnaval”, afirmou Angelo Coronel ao comentar sobre o assunto e ter seu nome ligado a outros partidos nos últimos dias.














