O Governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas cancelou sua visita a Jair Bolsonaro, que aconteceria nesta quinta-feira (22) e havia sido solicitada pelo próprio ex-presidente. O comunicado oficial do Palácio dos Bandeirantes alega um compromisso oficial no Estado, mas aliados próximos ao governador afirmam que ele está desgastado com os ataques que vêm sofrendo de uma ala da direita, promovidos, em determinados momentos, até mesmo por Eduardo e Carlos Bolsonaro. Além disso, o mandatário paulista teria enxergado uma espécie de “armadilha” na declaração feita por Flávio, de que o ex-presidente aproveitaria a visita para cobrar um apoio mais explícito à candidatura do filho, o que o fez recuar ainda mais. As fontes ouvidas por esta reportagem afirmam, no entanto, que o próprio Tarcísio segue reafirmando a todos sua lealdade a Bolsonaro e seu comprometimento com o apoio a Flávio na disputa pela Presidência.



Enquanto isso, O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando em todos os cenários nas últimas pesquisas eleitorais, no entanto, a alta rejeição mostra que o petista terá dificuldades em convencer cerca de metade dos brasileiros a votarem nele. A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quarta-feira (21), exemplifica bem: nas disputas de 1º turno, o atual presidente marca de 48% a 49% das intenções de voto em todos os cenários. Nas pesquisas de 2º turno, Lula estaciona nos 49%, ainda na frente de todos os potenciais adversários, mas escancarando a dificuldade que o petista tem de convencer eleitores de outros candidatos ou indecisos. O levantamento também questionou os eleitores sobre quais candidatos eles “não votariam de jeito nenhum”. Lula foi o segundo mais rejeitado, com 49,7%. Ele só ficou atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, apesar de inelegível, foi rejeitado por 50% dos entrevistados.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou uma carta aberta na qual nega haver “vaidade” ou “espetáculo” na decisão de iniciar uma caminhada de Minas Gerais a Brasília na segunda-feira (19/1). Em um comunicado direcionado “ao povo brasileiro” e com declarações que têm como pano de fundo um discurso de ‘bem contra o mal’. O parlamentar mineiro dedica o gesto a Jair Bolsonaro e a outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e diz que a decisão de percorrer 240 km até a capital federal foi um “ato de compromisso com a liberdade”.













