No Dia do Chocolate, comemorado nesta segunda-feira 07 de julho, é comum celebrarmos o sabor, as memórias e as experiências que ele desperta. Mas antes de chegar às prateleiras, às receitas e às mesas do povo baiano, o chocolate nasce de um fruto cultivado com muito trabalho e dedicação. É por isso que, nesta data, a Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR) destaca quem está na base dessa cadeia produtiva: os agricultores e agricultoras familiares, como Carlos Nascimento Almeida, morador do município de Camamu, no Baixo Sul da Bahia.
Carlos produz cacau em sua propriedade, próxima ao Assentamento de São Gonçalo. Ele é um dos beneficiários das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) realizadas pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à SDR, que acompanha de perto o plantio de milhares de famílias agricultoras em todo o estado, oferecendo suporte técnico e contribuindo diretamente para o fortalecimento da produção no campo.
Dia Mundial do Chocolate, a Bahia teve motivos de sobra para comemorar. Maior produtora de cacau e principal exportador de seus derivados no Brasil, o estado também vem se destacando mundialmente pela qualidade do chocolate. O desempenho nas exportações comprova a força do setor, no primeiro semestre de 2025 o estado alcançou US$ 254 milhões de dólares nas vendas ao exterior, representando um crescimento expressivo de 41,32% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Os resultados demonstram o empenho dos produtores e do apoio contínuo e políticas públicas de incentivo à produção, modernização e sustentabilidade, lideradas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).
O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destaca que essa é uma data para celebrar e reconhecer o trabalho de produtores, empreendedores e comerciantes. “Com políticas assertivas, novas tecnologias de produção e de controle fitossanitário, o setor tem alcançado altos níveis de competitividade e reconhecimento internacional. Mais do que um alimento querido em todas as partes do planeta, o chocolate baiano é sinônimo de tradição, inovação e desenvolvimento econômico e sustentável”.
“O cacau precisa de técnica. Se você não colocar ela em prática, você não vai a lugar nenhum. Eu sou muito agraciado por ter assistência técnica na minha propriedade”, conta Carlos, que cultiva cacau clonado, um tipo de muda feita a partir da cópia de plantas selecionadas, que se destacam por sua alta produtividade, resistência a doenças e qualidade do fruto.