A principal figura política do estado do Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) deixou claro o projeto nacional nos primeiros meses deste ano, com a participação em eventos em outros estados e acenos aos diferentes setores do setor produtivo do país. Mas o presidenciável paranaense também terá que fazer a lição de casa para sucessão ao governo estadual depois de oito anos de mandato, o que se desenha como um grande desafio por conta da ascensão do senador Sergio Moro (União Brasil) na corrida pelo Palácio do Iguaçu.



Enquanto Ratinho Junior costuma usar o microfone no palco para destacar o crescimento da quarta economia entre os estados brasileiros, alavancada pela força do agronegócio e pela atração de indústrias, nos bastidores, ele assume o papel de presidente estadual do PSD e movimenta as peças na articulação pela continuidade do partido na cadeira do Executivo paranaense. Em 2024, a participação do governador na campanha de Eduardo Pimentel (PSD), ex-secretário estadual de Cidades, foi fundamental para eleição do vice-prefeito que assumiu o comando da capital Curitiba em uma chapa costurada por Ratinho Junior com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A sucessão na pasta é estratégica para projeção de um nome entre os municípios paranaenses com o robusto orçamento da Secretaria das Cidades. Depois do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) reivindicar a cadeira de olho em 2026, o governador escolheu o aliado Guto Silva (PSD), o que para os interlocutores do partido ouvidos pela Gazeta do Povo indica a preferência de Ratinho Junior pelo deputado estadual licenciado, antigo parceiro político que estava na Secretaria do Planejamento.














