Em meio à queda de popularidade do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a adotar um novo discurso sobre segurança pública, como forma de tentar atrair parte do eleitorado. Além de uma nova ofensiva para avançar com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia os poderes da União nessa área, uma das apostas do governo visa turbinar um aplicativo para tentar reduzir os crimes de roubos de celular.



“A gente não vai permitir que os bandidos tomem conta do nosso país. A gente não vai permitir que a “república de ladrão de celular” comece a assustar as pessoas nas ruas desse país”, disse Lula há duas semanas durante um evento em Fortaleza, no Ceará. Integrantes do Palácio do Planalto ouvidos pela reportagem admitem que o discurso de Lula tem como pano de fundo pesquisas internas que apontam que a segurança pública figura entre as maiores preocupações dos eleitores. Levantamento Ipec, divulgado neste mês de março, apontou, por exemplo, que 50% dos entrevistados avaliam negativamente a atuação do petista neste segmento.

Para tentar reverter esse cenário, uma das estratégias desenhadas pelo ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação (Secom), é de que Lula deixe o discurso adotado pela esquerda, que costuma abordar o tema por questões sociais, e invista em discursos sobre repressão ao crime. “Nós vamos ter que enfrentar a violência, sabendo que nós temos que enfrentar o crime organizado. E não é o estado sozinho, é o estado, é o município e é o governo federal. Porque a gente não vai permitir que os bandidos tomem conta do nosso país”, disse Lula na capital cearense.











