Depois de um roteiro de sete dias pela Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou neste domingo a Brasília sob a expectativa de novas mudanças no primeiro escalão do governo. Aliados apontam que as trocas podem envolver pastas como Secretaria-Geral, Mulheres e Desenvolvimento Agrário. Lula, porém, ainda não estaria ainda totalmente convencido dos postos a serem substituídos e nem dos novos nomes a comporem o governo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou no sábado que Lula “está refletindo” sobre as mudanças e que não disse se a reforma ministerial está encerrada ou se vai continuar.



“O presidente é que toma a decisão, ele está refletindo, no momento em que ele chega a conclusão ele faz. O presidente não tem prazo nem data de fazer a reforma, ele pode fazer mudança em ministérios, em órgãos, na data que ele achar prudente fazer. Então, ele está refletindo, ele não disse nem que está encerrada, nem que vai continuar, é o convencimento dele — afirmou, ao cumprir agenda em Salvador.” No fim de fevereiro, o presidente trocou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, por Alexandre Padilha, então chefe da pasta das Relações Institucionais — cargo que ficou com a deputada Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT.

Lula passou sete dias em roteiro pelo Japão e Vietnã ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); além dos líderes do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), União Brasil, Pedro Lucas (MA), e do PP, doutor Luizinho (RJ). Um grupo de sete ministros também acompanhou o roteiro completo de Lula à Ásia: Alexandre Silveira (Minas e Energia), Carlos Fávaro (Agricultura), Marina Silva (Meio Ambiente), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Silvio Costa Filho (Porto e Aeroportos), Renan Filho (Transportes) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional).

Também estavam com Lula, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que já manifestou ao presidente que não quer integrar o governo depois de deixar o comando do Senado, e Arthur Lira (PP-AL) — o ex-presidente da Câmara acompanhou apenas o roteiro de Lula no Japão.














