A comitiva de deputados da oposição que foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) para acompanhar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi barrada ao tentar entrar no Plenário da 1ª Turma. A jornalistas, os congressistas afirmaram que foram direcionados ao 4º andar, onde o julgamento será transmitido de um telão. A justificativa dada pela Corte foi superlotação.

Para acessar o local, era necessário informar ao STF previamente. Segundo os deputados, a ida à Corte não estava programada, o que impediu o seguimento do protocolo. “É um local muito restrito. Deveria ser julgado no plenário. Veio uma comitiva de pessoas fazer encenação, teatro e nós que somos deputados não conseguimos entrar”, disse o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) se irritou com o fato de ter sido barrado. “Sou coronel, sou deputado, me respeita nessa porra! Ou me respeita ou me respeita! Meteram a gente num galinheiro!”

Ao Poder360, o STF informou que era necessário realizar um credenciamento prévio e que não era possível ingressar depois do início da sessão. Mas, o presidente da turma, ministro Cristiano Zanin, autorizou a entrada dos deputados por serem “representantes do povo”.
PRÓXIMOS PASSOS:
Se a denúncia for aceita, dá-se início a uma ação penal. Nessa fase do processo, o Supremo terá de ouvir as testemunhas indicadas pelas defesas de todos os réus e conduzir a sua própria investigação. Terminadas as diligências, a Corte abre vista para as alegações finais, quando deverá pedir que a PGR se manifeste pela absolvição ou condenação dos acusados.
O processo será repetido para cada grupo denunciado pelo PGR, que já tem as datas marcadas para serem analisadas. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (26) se o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados viram réus por tentativa de golpe de Estado. A sessão está marcada para as 9h30.













