O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se reunirá com empresários do setor de alimentos nesta quinta-feira (6) para discutir a inflação dos produtos alimentícios. O governo federal estuda medidas para tentar conter os aumentos. O tema afeta a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A questão é uma das principais preocupações do presidente Lula no momento, porque tem um grande impacto em como a população enxerga o governo. Segundo especialistas, esse é um dos fatores que contribuem para a crise de popularidade que o Executivo enfrenta atualmente.



Dois encontros vão ser coordenados pelo vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O primeiro será pela manhã no gabinete da Vice-Presidência da República e terá a participação dos ministros Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário (PT-SP), além de representantes de outros ministérios.

Já à tarde, Alckmin receberá no Ministério da Agricultura representantes do setor de alimentos. Depois da reunião técnica, Lula deve chamar sua equipe para tentar definir que medidas podem ser adotadas no tema. O preço da comida ainda vai pesar em 2025, mas não mais do que no ano passado, afirmam economistas. Em 2024, os alimentos ficaram 7,7% mais caros em relação a 2023, de acordo com o IPCA, que é a inflação oficial.

Mas a expectativa dos analistas é de que os preços desacelerem neste ano. Um sinal disso foi que, em janeiro, a alta para este grupo no IPCA foi de 0,96%, inferior ao 1,18% registrado em dezembro. Mas quais produtos deverão dar um alívio mais rápido para o bolso do consumidor e quais continuarão sendo “vilões” da inflação?
- de imediato, o consumidor pode esperar queda nos preços do óleo de soja e do leite. Em janeiro, a inflação desses alimentos já diminuiu;
- o valor da carne também desacelerou em janeiro, mas as fortes exportações do Brasil e a diminuição do ritmo de abates podem não trazer um alívio tão grande;
- café e laranja ainda seguirão com preços altos, diante de problemas com essas safras, entre outros motivos.











