Muitas empresas brasileiras têm enfrentado uma dificuldade grande para preencher vagas de trabalho. Pelas ruas de Maringá, no Paraná, a moto faz o anúncio. O serviço de divulgação de vagas de emprego foi contratado por uma usina de açúcar. É uma estratégia para tentar preencher as mais de 400 oportunidades, com salários a partir de R$ 2,8 mil, “Nós temos 421 vagas em aberto nesse momento, nas mais variadas funções, sejam funções administrativas, operacionais, sejam operacionais agrícolas ou operacionais industriais”, diz Sidney Meneguetti, vice-presidente da Usina.



A dificuldade em encontrar trabalhadores obrigou o chefe de cozinha Fernando Henrique de Souza a adiar em um mês a inauguração do restaurante. E quando abriu, ainda estava com equipe incompleta. “Nós pegamos, trouxemos algumas pessoas de outras localidades como Londrina, que nós temos uma unidade, para poder suprir essa necessidade e dar treinamento para o pessoal daqui. Nesta unidade, eu preciso de dois auxiliares de serviços gerais, preciso de um cozinheiro e dois garçons para poder manter o atendimento e para manter o nosso padrão”, afirma Fernando Henrique de Souza.

As agências públicas de emprego fazem a conexão entre empresários e candidatos. Uma, em Maringá, oferece mais de mil vagas por semana. E muitas delas demoram a ser preenchidas. A principal razão, segundo o diretor da agência, é que na hora de anunciar as oportunidades de trabalho, as empresas destacam apenas o salário e deixam de fora o vale alimentação, transporte, as gratificações. “Se as empresas, na hora do cadastro, de cadastrar as vagas, colocarem ali também os benefícios que elas têm para oferecer elas vão ter uma chance maior de preencher essas vagas”, diz Gilberto Valentin, diretor da Agência do Trabalhador.














