O Palácio do Planalto está insatisfeito com o desempenho dos suplentes de ministros no Senado e vê com preocupação a falta de nomes com estatura para fazer o embate com a oposição na Casa. Articuladores políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que 2025 será um ano com tom “plebiscitário” no Senado, em que os adversários da gestão petista deverão fazer barulho por pautas ideológicas, tentarão colar o governo às questões identitárias e vão esticar a corda contra o Supremo Tribunal Federal (STF).


A previsão pessimista do Planalto é baseada no fato de que 2025 será o ano que antecede o período eleitoral de 2026, quando dois terços dos assentos da Casa serão renovados. Das 81 vagas do Senado, 54 estarão em disputa nas urnas. Mais do que votar com o governo, auxiliares de Lula sentem falta de nomes que façam a queda de braço com bolsonaristas no plenário e nas comissões.

Desde o início do terceiro mandato de Lula, cinco senadores eleitos se licenciaram para integrar o primeiro escalão do governo. São nomes experientes como os ministros da Educação, Camilo Santana (PT-CE); dos Transportes, c; do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT-PI); e da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT). Fávaro foi substituído por Margareth Gettert Buzetti (PSD-MT), na troca considerada mais problemática pelo Planalto.

A parlamentar tem postura contrária ao governo e faz críticas públicas à gestão de Lula. Fávaro, a pedido do Planalto, se licencia do cargo de ministro toda vez que há uma votação importante para o governo. Como em novembro de 2023, quando voltou para o Senado para votar contra a Proposta da Emenda à Constituição (PEC) que limita decisões dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro de 2024, voltou à Casa para votar favoravelmente às medidas do pacote fiscal.














