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GERAL BAHIA

20 DE JANEIRO – Dia de São Sebastião, Dia da Parteira Tradicional, dia do Farmacêutico.

20 de janeiro é o 20.º (vigésimo) dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 345 dias  para acabar o ano de 2022.

Dia de São Sebastião

O Dia de São Sebastião é comemorado anualmente em 20 de janeiro. São Sebastião é o padroeiro do Rio de Janeiro, pois os portugueses exploraram as águas da Baía de Guanabara neste dia. Assim, a cidade foi batizada como São Sebastião do Rio de Janeiro.

A data é celebrada com uma liturgia especial na igreja católica e, nas cidades sob proteção desse santo, costumam ser organizadas procissões e romarias. São Sebastião também é o padroeiro dos atletas e militares.

História de São Sebastião

São Sebastião nasceu em Narbona, na França, no ano 256. Mudou-se para a Itália, onde entrou para o exército, tornando-se o melhor soldado para o imperador Diocleciano. No entanto, convertendo-se ao cristianismo, São Sebastião defendeu os cristãos e a sua fé durante o reinado do imperador romano Diocleciano, sendo condenado à morte por desobedecer aos seus comandos.

Sebastião foi amarrado em uma árvore e alvejado com muitas flechas, porém não morreu, tendo sido salvo por uma viúva chamada Irene, que ajudou a curar todos os seus ferimentos. Depois de recuperado, Sebastião voltou a enfrentar o imperador Diocleciano. Desta vez, foi condenado a ser açoitado até a morte, com a ordem de que o seu corpo fosse jogado no esgoto para nunca ser venerado. Uma mulher chamada Luciana recolheu o seu corpo, e em sonho, Sebastião pediu-lhe que o sepultasse nas proximidades das catacumbas dos apóstolos.

Anos mais tarde, o imperador Constantino, convertido ao cristianismo, mandou construir a Basílica de São Sebastião, dando início ao culto ao mártir. São Sebastião morreu em 20 de janeiro de 288 d.C., sendo a data de sua morte escolhida pela igreja católica para homenagear o mártir pelas suas ações de coragem e fidelidade ao Cristianismo.

Dia do Farmacêutico

O Dia do Farmacêutico é comemorado em 20 de janeiro no Brasil, quando se celebra o aniversário da Associação Brasileira de Farmacêutico (ABF), fundada em 1916. Esta data homenageia o profissional formado no curso superior de Farmácia, que é responsável pela promoção da saúde e bem-estar das pessoas e, entre outros, pela promoção do uso racional de medicamentos.

Origem do Dia Nacional do Farmacêutico

A ideia para criar uma data que celebrasse os profissionais de Farmácia começou com o farmacêutico Oto Serpa Grandado. Em 7 de janeiro de 1941, durante uma reunião da Associação Brasileira de Farmacêuticos, Oto Grandado questionou os colegas o motivo pelo qual não existia um dia especial para comemorar a profissão, já que todas as outras profissões tinham uma data comemorativa.

Porém, apenas em 23 de janeiro de 2007, através da Resolução nº 460, de 23 de março de 2007, o Conselho Federal de Farmácia reconheceu o Dia do Farmacêutico. E somente em 2010, o Dia Nacional do Farmacêutico foi instituído, de acordo com a Lei n.º 12 338, de 25 de novembro de 2010.

A escolha da data decorre do fato de que no dia 20 de janeiro é comemorado o aniversário da Associação Brasileira de Farmacêuticos, que foi fundada em 1916.

Dia da Parteira Tradicional

O Dia da Parteira Tradicional foi incluído no calendário nacional em 2015, por meio da Lei nº 13.100. A data tem como base a comemoração celebrada no estado do Amapá, que já homenageava a categoria em 20 de janeiro – dia do aniversário da parteira tradicional mais antiga de Macapá, Juliana Magave de Souza, nascida em 1908 e que teria realizado cerca de 400 partos.

Embora seja a única alternativa em diversos municípios, o parto normal e domiciliar auxiliado por parteiras ainda é cercado de mitos e desinformação. Para reverter esse cenário, mulheres que atuam na área buscam regulamentação e visibilidade para se consolidar como alternativa segura e natural.

A assistência ao parto e nascimento no Brasil não é homogênea. Embora a maioria dos partos ocorra em ambiente hospitalar, o parto e nascimento domiciliar assistidos por parteiras tradicionais estão presentes no País, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, sobretudo nas áreas rurais, ribeirinhas, de floresta, de difícil acesso e em populações tradicionais quilombolas e indígenas.

Contudo, por não estar incluído no SUS e nem mesmo ser reconhecido como uma ação de saúde que se desenvolve na comunidade, ocorre de forma precária e em situação de exclusão e isolamento, sem respaldo e apoio da rede de atenção integral à saúde da mulher e da criança. A grande maioria das parteiras tradicionais não recebe capacitação, não dispõe de materiais básicos para a assistência ao parto domiciliar e não é remunerada pelo seu trabalho.

A diversidade socioeconômica, cultural e geográfica do País exige, entretanto, a adoção de diferentes modelos de atenção integral à saúde da mulher e da criança e a implementação de políticas públicas que atendam às especificidades de cada realidade, procurando-se considerar o princípio da equidade e resgatar a dívida histórica existente em relação às mulheres e às crianças assistidas por parteiras tradicionais.

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